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Infográfico do jornal O Tempo
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Tito Torres tenta impedir que prédio da UEMG em Monlevade seja vendido

O deputado Tito Torres apresentou nesta quarta-feira (10/05) uma emenda ao projeto de lei 4.135/17 solicitando que o imóvel onde funciona a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), em João Monlevade, seja retirado da lista de alienáveis. Este projeto traz uma relação com 1.205 imóveis públicos que serão vendidos pelo governo de Fernando Pimentel buscando aumentar a arrecadação do Estado. Na lista constam prédios tombados e outros ocupados atualmente por serviços essenciais como hospitais, postos policiais, escolas e universidades.

“O Governo quer vender vários imóveis importantes, que estão em uso e servindo aos interesse da população, como é o caso do prédio da UEMG em Monlevade. Não podemos concordar com este meio de buscar recursos para os cofres públicos. Na prática, a venda de determinados imóveis vai afetar diretamente a população e trazer novos problemas para o Governo. Solicitei que o prédio onde funciona a UEMG seja retirado dessa lista e, junto com a oposição, vou trabalhar para impedir a aprovação do projeto”, explica Tito Torres

Na relação de imóveis que serão vendidos constam ainda o prédio onde funciona a Delegacia de Polícia, em Iguatama; a sede da Prefeitura Municipal de São João del Rei; postos da Polícia Militar em Juiz de Fora, Tiros e Jacinto; presídios em Monte Carmelo, Nanuque, Presidente Olegário e Passos; unidade de atendimento pediátrico em Vespasiano; hospitais em Indianápolis e Patos de Minas, entre outros.

A identificação de vários imóveis importantes que Pimentel quer vender veio à tona em reportagens do jornal O Tempo. A inclusão do prédio da Faculdade de Engenharia de Minas Gerais (Feamig) na lista de alienáveis provocou surpresa e revolta em alunos e professores da instituição de ensino, localizada no bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte. Um dos motivos da revolta é que tanto o prédio quanto o terreno foram doados para a faculdade há mais de 40 anos, em 1976, pelo então governador Aureliano Chaves.

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